domingo, 8 de maio de 2016

Ode à mãe, essa mítica figura

Escrevi isso em 11 de maio de 2003. 
Dediquei na ocasião à minha mãe e à minha sogra. À época ainda não era pai, hoje sou de dois lindos filhos.
Por isso, hoje isso também é dedicado à maravilhosa mãe deles, além das nossas duas fortalezas de sempre, hoje vovós corujas também.
E a todas as mães do mundo, tão maravilhosas quanto imprescindíveis.




"ODE À MÃE, ESSA MÍTICA FIGURA
Não é possível escrever acerca da mãe,
É vã a tentativa,
E incapaz, por insuficiência, a palavra escrita...
Isto se deve ao mito da mãe!
Mas o que vem a ser um mito?
Do grego mythos, traz em si uma marcante significação.
Dimensão léxica do ideal idealizado,
E, por vezes, idealizável...
Aquilo que, por mais que somente seja ideia,
Não aceitamos a sua irrealidade,
Enxergando a realidade no ideal mítico...
Experimentemos, pois:
Sejam-nos ditos os mais mordazes impropérios,
E as mais duras palavras verbalizadas contra nós,
Proferidas pelas línguas mais ferinas,
Pouco nos importamos!
Contudo,
Digam os mesmos impropérios,
Referindo-se, entretanto, à nossa mãe...
Que alteração comportamental!
Quão intenso é o incômodo provocado,
Quão coléricos e enfurecidos ficamos!
Que importa se nossa mãe não seja o nosso ideal,
Ela ainda assim é o mito,
O nosso intocável mito!
Quem quer que seja ela no mundo real,
Somente ela é capaz de tamanha renúncia e abnegação,
Se isso, por mínimo que seja, beneficiar o seu querido rebento...
Quem quer que seja ela no mundo real,
Somente ela privilegia a felicidade do filho,
Em detrimento da própria!
A mãe, esta mítica figura...
A mãe, o mito ideal-real...
A mãe, mito verdadeiro...
A mãe, mito milagreiro...
A mãe, oceano de bondade e de ternura...
Que importa se assim não for?
A minha mãe é, mesmo que não seja!

E a sua?"

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