terça-feira, 3 de setembro de 2013

Visão budista sobre união homoafetiva

Sempre me chama a atenção o olhar sereno do budismo sobre o ser humano e a natureza. Em vez de querer impor suas concepções de modo proselitista, o budismo em geral respeita profundamente a liberdade humana e a busca pessoal da felicidade. Não prejudicando a outrem, que mal há em que a pessoa busque seus próprios caminhos de realização afetiva e espiritual? Tolerância e respeito aos direitos alheios devem fazer parte da prática das religiões com vistas à fecunda convivência entre elas.

Na Revista Bodisatva nº 25, publicação do Centro de Estudos Budistas Bodisatva (p.  51), colhi a seguinte nota de reportagem, e concordo em sua integralidade com o que afirma o líder budista português citado:

"POR QUE NÃO?

Em Portugal, a união civil entre pessoas do mesmo sexo é contestada por católicos, muçulmanos, judeus, hindus, evangélicos, menos por budistas, que defendem essa opção se ela 'tornar alguém mais feliz'. Esta é a posição do Presidente da União Budista Nacional, Paulo Borges, que contrasta com a dos diferentes líderes religiosos portugueses. Considerando os princípios do budismo de pretender libertar a mente do sofrimento, 'se o casamento entre pessoas do mesmo sexo contribuir para torná-las mais felizes, então somos a favor', afirma Paulo Borges."

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