domingo, 24 de fevereiro de 2013

O esquerdista fanático e o direitista visceral: dois perfeitos idiotas - por Frei Betto

frei betto direita esquerda

"Nada mais parecido a um esquerdista fanático, desses que descobrem a nefasta presença do pensamento neoliberal até em mulheres que o repudiam, do que um direitista visceral, que identifica presença comunista inclusive em Chapeuzinho Vermelho.
 
Os dois padecem da síndrome de pânico conspiratório. O direitista, aquinhoado por uma conjuntura que lhe é favorável, envaidece-se com a claque endinheirada que o adula como um dono a seu cão farejador. O esquerdista, cercado de adversários por todos os lados, julga que a história resulta de sua vontade.
 
O direitista jamais defende os pobres e, se eventualmente o faz, é para que não percebam quão insensível ele é. Mas nem pensar em vê-lo amigo de desempregados, agricultores sem terra ou crianças de rua. Ele olha os deserdados pelo binóculo de seu preconceito, enquanto o esquerdista prefere evitar o contato com o pobre e mergulhar na retórica contida nos livros de análises sociais.
 
O esquerdista enche a boca de categorias teóricas e prefere o aconchego de sua biblioteca a misturar-se com esse pobretariado que nunca chegará a ser vanguarda da história.
 
O direitista adora desfilar suas ideias nos salões, brindado a vinho da melhor safra e cercado por gente fina que enxerga a sua auréola de gênio. O esquerdista coopta adeptos, pois não suporta viver sem que um punhado de incautos o encarem como líder.
 
O direitista escreve, de preferência, para atacar aqueles que não reconhecem que ele e a verdade são duas entidades numa só natureza.
 
O esquerdista não se preocupa apenas em combater o sistema, também se desgasta em tentar minar políticos e empresários que, a seu ver, são a encarnação do mal.
O direitista posa de intelectual, empina o nariz ao ornar seus discursos com citações, como a buscar na autoridade alheia a muleta às suas secretas inseguranças. O esquerdista crê na palavra imutável dos mentores do marxismo e não admite outra hermenêutica que não a dele.
 
O direitista considera que, apesar da miséria circundante, o sistema tem melhorado. O esquerdista vê no progresso avanço imperialista e não admite que seu vizinho possa sorrir enquanto uma criança chora de fome na África.
 
O direitista é de uma subserviência abjeta diante dos áulicos do sistema, políticos poderosos e empresários de vulto, como se em sua cabeça residisse a teoria que sustenta todo o edifício de empreendimentos práticos que asseguram a supremacia do capital sobre a felicidade geral.
 
O esquerdista não suporta autoridade, exceto a própria, e quando abre a boca plagia a si mesmo, já que suas minguadas ideias o obrigam a ser repetitivo. O direitista é emotivo, prepotente, envaidecido. O esquerdista é frio, calculista e soberbo.
 
O direitista irrita-se aos berros se encontra no armário a gola da camisa mal passada. Dedicado às grandes causas, as pequenas coisas são o seu tendão de Aquiles.
 
O direitista detesta falar em direitos humanos, e é condescendente com a tortura. O esquerdista admite que, uma vez no poder, os torturados de hoje serão os torturadores de amanhã.
 
O direitista esbraveja por ver tantos esquerdistas sobreviverem a tudo que se fez para exterminá-los: ditaduras militares, fascismo, nazismo, queda do Muro de Berlim, dificuldade de acesso à mídia etc. O esquerdista considera o direitista um candidato ao fuzilamento.
 
Direitista e esquerdista – os dois são perfeitos idiotas. O direitista padece da doença senil do capitalismo e o esquerdista, como afirmou Lênin, da doença infantil do comunismo.
 
Embora mineiro, não fico em cima do muro. Sou de esquerda, mas não esquerdista. Quero todos com acesso a pão, paz e prazer, sem que os direitistas queiram reservar tais direitos a uma minoria, e sem que os esquerdistas queiram impedir os direitistas de acesso a todos os direitos – inclusive o de expressar suas delirantes fobias."
 

4 comentários:

Daveslley Oliveira Cardoso disse...

Prezado Professor, Bruno Galindo

Estou divulgando este trabalho do escritor paraibano, Agassiz Almeida, uma obra filosófica excelente, principalmente para os apreciadores assíduos da literatura pós-moderna. Por favor, gostaria que o senhor postasse estas três matérias em seu blog. O Título da obra é o "Fenômeno Humano".

Desde Já, o agradeço.

Daveslley Oliveira Cardoso,
OAB-RN 11.203

Daveslley Oliveira Cardoso disse...


O desafiador livro “O fenômeno humano”, de Agassiz Almeida


João Luiz dos Santos

Ontem, acabei de ler a obra O fenômeno humano. Reais objetivos da viagem de Charles Darwin no H.M.S Beagle, de Agassiz Almeida .
Não é simplesmente um livro em que se repassam páginas e páginas. São petardos que o autor lança certeira e frontalmente numa das maiores farsas da humanidade: “A viagem de Charles Darwin a bordo do navio H.M.S. Beagle”.
Recém-libertos do jugo hispânico, os países sul-americanos, a partir dos meados da década de 1830, são presas indefesas das garras do poderoso Império Britânico, que num verdadeiro arrastão usurpa as suas riquezas.
Como tantas centenas de incautos, como fui acreditar que aquela trama tinha propósitos científicos e de paz. Tudo forjado pela então maior potência á época, a Inglaterra, cujo domínio econômico abarcava quase 80 ° das riquezas mundiais.
Eduardo Galeano, em sua clássica obra, expôs as veias abertas da América Latina, Agassiz Almeida com esta fascinante obra, “O fenômeno humano” apontou as vísceras apodrecidas dos povos sul-americanos, inclusive do Brasil, pelas garras do Império Britânico, tendo como principal artífice Charles Darwin, genro do mais poderoso empresário da Europa, Josiah Wedgwood.
Com dados e elementos irrefutáveis, Agassiz Almeida conduz o leitor por meandros sombrios através dos quais se arma toda a trama, a começar pelo Brasil com as minas de ouro de Minas Gerais, até o assalto impiedoso às riquezas dos países africanos, predominantemente, da África do Sul.
Na segunda parte do livro, o implacável escritor brasileiro investe-se na condição de pensador do fenômeno humano, e desta analise ele projeta uma visão homérica para o destino do ser humano, a quem vaticinou alguns séculos à frente, vencer a morte não morrendo. Com esta tese, a teoria do darwinismo é questionada, de vez que a evolução das espécies com base unicamente na seleção natural levaria os seres vivos não a perfeição, mas a sua extinção .
Como vem acentuando grande parte da critica, Agassiz Almeida mergulha no infinitamente pequeno da origem da vida e se conceitua com esta obra, um pensador da condição humana. Do onde provem este livro que acabo de ler? Desta personalidade irrequieta e constantemente indagadora, Agassiz Almeida.


João Luis dos Santos.
Doutor em Economia pela Sorbone-Paris;
Doutor em Engenharia pela Coppe-Rio de Janeiro.

Daveslley Oliveira Cardoso disse...


Associação Brasileira de Imprensa, ABI: A obra “O fenômeno humano” de Agassiz Almeida afronta um mito universal.


Na vanguarda das lutas democráticas e no apoio à cultura brasileira, há mais de cem anos, desde os seus fundadores, Gustavo de Lacerda, Mário Galvão e Amorim Junior, até o seu atual presidente Mauricio Azêdo, a Associação Brasileira de Imprensa, ABI, e como várias personalidades e entidades, vêm manifestando critica favorável ao livro “O fenômeno humano” de Agassiz Almeida, destacando esta obra como uma das mais importante nas últimas décadas na literatura brasileira, de vez que o autor, numa longa pesquisa investigativa desvendou a viagem de Charles Darwin no H.M.S. Beagle, no século XIX, como uma estratégica farsa montada pelo Império Britânico visando usurpar as riquezas dos países sul-americanos recém libertos do jugo espanhol, inclusive o Brasil.
Ressalta a critica: Eduardo Galeano, na sua clássica obra, apontou as veias abertas da América Latina, Agassiz Almeida escancarou as vísceras dos povos espoliados, no século XIX, da América do Sul, sangrados pelas garras da Inglaterra cujas consequências danosas ainda alcançam os dias atuais.
Nos altos momentos da nacionalidade brasileira, destacadamente nos campos político e cultural, a Associação Brasileira de Imprensa, ABI, sempre esteve presente numa posição de combate ao autoritarismo e as oligarquias, ou no incentivo à promissoras iniciativas, como esta manifestação expressa pelo seu combativo presidente Maurício Azêdo, resumida nesta expressão: A fascinante obra “O fenômeno humano” de Agassiz Almeida, após uma profunda pesquisa pelo seu autor, afrontou um mito universal. Parabéns, companheiro Agassiz.

Daveslley Oliveira Cardoso disse...

Lançada com grande repercussão em todo o país pela editora contexto, a obra “O fenômeno humano”, de Agassiz Almeida.


Aguardado com grande expectativa em todo o país, destacadamente junto aos setores universitários e intelectuais, foi lançado pela editora Contexto, ponto alto da comemoração pelos 25 anos de sua fundação, o livro “O fenômeno humano”. Reais objetivos da viagem de Charles Darwin no H.M.S Beagle, de Agassiz Almeida.

Num longo esforço de pesquisas e estudos por quase quatro anos e viagens a alguns países da América do Sul onde Charles Darwin esteve, o escritor Agassiz Almeida escreveu uma obra das mais importantes nas últimas décadas da literatura brasileira. Logo no inicio do livro, Agassiz homenageia aqueles que lhe incentivaram no mundo das letras, entre os quais, Darcy Ribeiro, José Saramago, Josef Comblin, Cristovan Buarque e Ernesto Sabato.

Na primeira parte do livro, o ensaísta brasileiro desvenda através de quase 200 páginas, a farsa arquitetada pelo Império Britânico a fim de usurpar dos países sul americanos nos anos iniciais da década de 1830, as riquezas destas nações recém-libertas do jugo espanhol.

Com aguda inteligência Charles Darwin representa um duplo papel: agente de Sua Majestade e naturalista.
Na segunda etapa do livro “O fenômeno humano”, o escritor contesta através de elementos e dados científicos a teoria exposta por Darwin da seleção natural como base única da evolução das espécies, e num profundo estudo refuta a teoria de que o ser humano descende do macaco, especialmente do chipanzé.

Após produzir estas obras, “A República das elites” e “A Ditadura dos generais”, consideradas clássicas como estudo sobre o elitismo e o militarismo e aclamadas por nomes como os de José Saramago, José Comblin, Ernesto Sábato e Cristovan Buarque, o ensaísta abarca com instigante análise e reflexão nos seus mais diversos aspectos, e produz esta obra de grande impacto em todo país: O Fenomeno Humano!