segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Agora é o Iron



Depois do Deep Purple e do Scorpions (2 vezes), agora é o Iron Maiden que vem ao Recife.

A "Dama/donzela de Ferro" (nome que alude a um instrumento de tortura da Idade Média) virá à capital pernambucana no dia 18 de março próximo (uma quarta-feira) para um show em local ainda não definido (provavelmente o Estádio do Arruda - o site oficial do Iron fala em Estádio Municipal, o que, em Recife, não há - os estádios existentes pertencem aos clubes).

O que falar do Iron? Não há muito o que dizer, apenas que é a mais consagrada banda de heavy metal de todos os tempos. Os ingleses do Iron, assim como os alemães do Scorpions, fazem parte das bandas que "cresci ouvindo". Têm lugar garantido em qualquer panteão dos nomes inesquecíveis da história do rock'n'roll.

O metal melódico tocado pelo Iron Maiden é, de fato, sensacional. Principalmente a partir da substituição do vocalista em 1983, quando Bruce Dickinson, garotão recém-saído da adolescência, assume os vocais, a banda começa a fazer história. Mantendo basicamente a mesma formação desde então (com o espetacular Steve Harris no baixo, Adrian Smith e Dave Murray nas guitarras e Nicko McBrain na bateria, e a chegada, na década passada, de mais um guitarrista, Janick Gers), o Iron produz um som pesado, porém, profundamente harmonioso do ponto de vista do virtuosismo musical. Canções como Two Minutes to Midnight, The Trooper, Hallowed Be Thy Name, Run to the Hills, Fear of the Dark e outras certamente não faltarão no repertório dos ingleses a ser apresentado ao público recifense e nordestino em geral (como é o único show no Nordeste, certamente virá gente de todos os Estados da região)

Com quase 30 anos de estrada, o Iron continua com muito vigor e disposição e os amantes do bom heavy metal certamente não se decepcionarão. Lembro que o show do Iron no Rock in Rio mais recente foi um dos melhores que já vi.

Certamente estarei lá.

Que bom que Recife cresce como palco de grandes espetáculos de rock. Que continue assim.

*Em tempo: assisti ontem o especial da Globo transmitindo o último show do Scorpions. Para quem foi ao show, a edição global foi decepcionante. A edição cortou muitas partes importantes do mesmo. Deixaram de lado a ótima The Zoo, a verdadeira orquestra de guitarras (4) em Coast to Coast - com a participação especial de Andreas Kisser, do Sepultura, o solo de bateria de James Kottak, e, o mais grave, a canção título da turnê, Humanity, inspirada na devastação da Amazônia (esta última ausência, por motivos óbvios, imperdoável). Canções como Coming Home, 321 e No Pain, No Gain têm bem menos importância no repertório do Scorpions do que as ausentes, poderiam ter sido elas as cortadas. Afora o risível equívoco do nome do vocalista com a grafia errada (em todas as canções - Klaus Maine (sic) em vez de Meine).

Espero que saia mesmo o DVD com o show completo, pois só assim quem não foi poderá ver o que realmente foi o show do Scorpions no Recife (apesar de eu ter achado o de 2007 melhor).

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