domingo, 20 de abril de 2008

Meditação Zen


Há duas semanas comecei a praticar meditação zen.

Nos dias atuais, com as freqüentes cobranças por eficiência, resultados e tudo mais, sobra stress e falta paz de espírito para, no mínimo, saborear melhor nossas conquistas e vencer nossos desafios e, no limite, tentarmos ser felizes.

Com esse intuito, saí procurando na net o que havia de referência em meditação aqui em Recife. Já havia lido sobre o assunto e me sentia atraído para tal prática, todavia, tive um pouco daquela atitude comodista de só procurar as coisas quando extremamente necessitado.

Finalmente, descobri um templo budista chinês/taiwanês em Olinda, o Templo Fo Guang Shan (www.templozulai.org.br/recife), mais precisamente à beira mar, em que há semanalmente aulas de meditação ch´an, que possui o mesmo significado de zen (ch´an - chinês; zen - japonês). Embora eu não seja budista, tenho grande admiração por muitos dos ensinamentos dessa religião (na verdade, é mais uma filosofia de vida do que uma religião) e a considero mais evoluída do que as religiões ocidentais em geral, mas isso não vem ao caso. O importante é que a experiência de meditar tem me feito muito bem e a recomendaria a qualquer pessoa que deseje encontrar mais paz de espírito e serenidade para lidar melhor com as adversidades do nosso dia-a-dia.

Assim como alimentamos o nosso corpo com comida e bebida e a nossa mente com conhecimentos, o nosso espírito também precisa se alimentar. Nesse particular, a maioria das pessoas se descuida e, quando muito, no caso dos religiosos praticantes, ficam a reproduzir rituais estéreis que, afinal, dizem muito pouco se não acompanhados de uma efetiva prática religiosa de solidariedade, tolerância e compaixão.

Com a meditação zen, tenho contato com as lições da milenar sabedoria budista sobre as práticas benéficas que nos ajudam a alcançar tranqüilidade e paz de espírito indispensáveis à felicidade. Não há nela nenhuma imposição para que você se converta ao budismo, mas apenas um apelo para que busque ser bom com seu semelhante e, acima de tudo, ser feliz, estar bem consigo mesmo, com a humanidade, com o universo, com Deus. Tanto que o próprio mestre que lá nos ensina a prática da referida meditação afirma que qualquer um pode praticá-la e continuar sendo católico, evangélico, espírita ou sem religião específica, como no meu caso. Importante é a sincera busca da contemplação tranqüila e da paz de espírito. Aprendemos a encarar as coisas boas e más da vida com outro olhar.

Como não poderia dexar de ser, estou começando a ler mais a respeito e sempre que tiver reflexões a dividir com vocês, leitores, eu as farei. Por ora, só posso dizer que tem me feito muito bem. Recomendo a todos os que, como eu, busquem ser melhores e mais felizes.

Um comentário:

Talden Farias disse...

Caro professor Bruno Galindo: Meus parabéns pelo excelente blog, que me foi indicado por um amigo professor de Direito. Esse texto sobre o zen me fez lembrar dos trabalhos do professor Paulo Róney Ávila Fagúndez, da Universidade Federal de Santa Catarina, que relaciona o Direito ao taoísmo e, por vezes, ao zen budismo.