domingo, 30 de março de 2008

Muitos dias sem postar. É o que dá as defesas de dissertação e de tese lá da UFPE se concentrarem demasiadamente em março. Explico: como é o prazo final, quase todos os mestrandos e doutorandos terminam defendendo mesmo neste mês, o que gera uma enorme sobrecarga para nós, professores do programa, que temos que ler todos esses trabalhos em tempo recorde e fazer nossas críticas e reflexões na defesa pública.

Felizmente os trabalhos que eu examinei foram muito bons, o que facilitou minha vida.

O primeiro, no início da semana, dissertação de Mestrado de Frederico Koehler, Juiz Federal Substituto aqui em Recife, acerca do princípio constitucional da razoável duração do processo. Reunindo vasta pesquisa teórica em literatura brasileira e estrangeira, trazendo muitos dados interessantes e algumas propostas concretas para a concretização desse princípio, um dos problemas mais relevantes da justiça no mundo, o mestrando dá um contributo muito importante ao debate. O trabalho foi orientado pelo Prof. Dr. Ivo Dantas e, ao ser aprovado com distinção pela banca examinadora, composta pelos Profs. Drs. Sérgio Torres (UFPE) e Leonardo Carneiro da Cunha (UNICAP), além deste que escreve, o agora Mestre em Direito foi incentivado a publicar o seu trabalho.

Outro foi na sexta, desta vez defesa de tese de Doutorado de Nelson Juliano Matos, Professor Adjunto da Universidade Federal do Piauí, sobre o dilema da liberdade e o republicanismo no contexto da judicialização da política. O agora Doutor em Direito fez um trabalho de fôlego, abordando diversas questões teóricas acerca do dogma da separação de poderes e de sua sobrevivência no contexto discursivo jurídico atual. Ao ampliar tanto as suas reflexões, o trabalho também abriu muitos flancos para a crítica que, em uma banca de doutorado, é quase sempre bem massacrante, afinal, são 5 examinadores. Os doutorandos sofrem ainda mais que os mestrandos. Normal, afinal de contas, o seu título é mais valioso em termos acadêmicos. A banca foi composta pelos Profs. Drs. Michel Zaidan e Ernani Carvalho, ambos do Departamento de Ciência Política da UFPE, Adriano Oliveira (AESO/Faculdade Maurício de Nassau) e João Paulo Allain Teixeira (Faculdade de Direito do Recife/UFPE), além, é claro, de mim.

Como vêem, tive motivos para não postar. Mas volto à carga agora, para deleite de uns poucos e desespero da grande maioria.

Um comentário:

Eduardo Rabenhorst disse...

Deu o créu...
Tá ficando complicado!
Abraços