segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

E a mesadinha? Querem colocar as universidades na mesma latrina em que vive a política

*foto ao lado - Sen. Álvaro Dias que quer chamar o reitor para explicar gastos, mas não explica os seus próprios.

Segue texto bem provocativo do meu amigo Pierre Lucena, Professor Adjunto da UFPE, extraído do blog http://www.acertodecontas.blog.br/:

"A cada dia que passa a caça às bruxas está ficando mais intensa por parte da oposição e da imprensa.

Depois dos R$ 8 da tapioca, e dos 400 merréis que derrubaram uma ministra, começam agora a tentar destruir a reputação da Universidade de Brasília, e de muitos professores.

Primeiro foi o ataque no fim do ano passado do Ministério Público Federal, que estava atrás de alguns professores que ganharam dinheiro com palestras. Segundo o MPF isso não pode acontecer, já que os professores seriam de dedicação exclusiva.

O caso, que não chegou a ser noticiado de tão ridículo que era, pegava alguns professores que receberam durante um ano R$ 3.500,00 em palestras para complementar o salário de pouco mais de R$ 5 mil brutos. Esse é o salário do professor com doutorado.

Segundo o procurador do MPF, isso é enriquecimento ilícito. Talvez se os professores estivessem ganhando o mesmo salário dele, de pouco mais de R$ 20 mil, não estariam por aí mendigando para dar várias palestras para ganhar R$ 3.500,00 em um ano, se "enriquecendo ilicitamente".

A UFPE, por exemplo, aprovou uma resolução de prestação de serviços, onde a pessoa deixa aproximadamente 20% da receita de suas pesquisas e palestras na universidade. Tudo isso para evitar esse constrangimento, já que grande parte dos professores hoje faz consultoria, ou mesmo palestras. Pelo conceito do MPF, nem receber com um livro publicado o professor poderia.

A ANDES, sindicato dos docentes, nas mãos do PSOL e do PSTU, ao invés de defender grande parte de seus sócios, prefere ficar se confraternizando com a escumalha de direita, que está com o discurso fácil. Deveria seguir o exemplo da OAB, que defende os advogados da AGU em greve.

Agora é o cartão corporativo, que as unidades universitárias também usam. Independente da utilização irregular do cartão, que deve ser conduzida pela CGU e pelo TCU, afinal são pagos para isso, a oposição quer "chamar"o reitor da UnB para dar explicações. Se o gasto for irregular, devolve-se o recurso, é assim que funciona.

Tem todo o direito de chamar, mas não o de achincalhar antes, como o que estão fazendo, dizendo que comprou móveis de luxo para sua casa, quando a mesma é funcional, e se configura como patrimônio da União.

A Folha de São Paulo, em sua edição de quinta passada, chamava em sua matéria: "Cartão banca contas de luxo das universidades federais ". Lá citava que a UFPE tinha gasto R$ 225.000 no cartão durante um ano. Como se isso fosse uma quantia gigantesca para um órgão com 4.000 funcionários, e 30.000 alunos. E tenta jogar o reitor na vala comum de maneira absolutamente injusta.

Os senadores e os deputados recebem uma "mesada" para seus gastos pessoais, de R$ 15 mil por mês, mas não querem abrir os mesmos. A Câmara abre apenas as rubricas, o Senado nem isso.

A oposição tem todo o direito de espernear, mas não o de tentar colocar as universidades brasileiras na mesma latrina em que vive nossa política."

Professores que "enriquecem ilicitamente"..... Parece piada. Sou tão rico, é uma pena que minha conta bancária insista em mostrar o contrário...

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