domingo, 12 de agosto de 2007

Scorpions em Recife - The Day After




Ontem, tive a grata satisfação de ir ao show dos Scorpions aqui em Recife, como antecipara em uma das postagens anteriores. Como já esperava, o big rock show dos alemães foi magnífico, os caras são cinqüentões (pelo menos o vocalista Klaus Meine e o guitarrista Rudolf Schenker já passaram de meio século, não sei a idade dos demais), mas parecem garotos universitários cheios de energia e destilando veneno na forte pegada de hard rock melódico que caracteriza o grupo. A exemplo dos Rolling Stones, parece que Klaus Meine e cia. não envelhecem... Tanto melhor para nós, seus fãs.

Na entrada, uma multidão. Veio gente do Nordeste inteiro, ônibus de João Pessoa, Natal, Maceió, Campina Grande e até de Fortaleza e Salvador, fora o público local. Mas até que a fila andou rápido. Lá dentro, a pista ficou lotada, não obstante o Chevrolet Hall ser bastante espaçoso. Mas era possível circular sem dificuldades incomensuráveis, o que foi uma boa vantagem para comprar cerveja e água, assim como para ir ao banheiro. Surpreendi-me com a quantidade de jovens entre 20 e 25 anos. Eram até muitos, considerando que não são contemporâneos dos tempos áureos da banda alemã, o que prova que boa música é sempre boa, independente de ser o sucesso do momento ou ter sido composta há anos ou décadas. Entretanto, o público majoritário foi mesmo de trintões, a começar por mim.

O show começou com Hour I, canção bastante eletrizante do novo CD Humanity, levando a massa a tirar o pé do chão. Klaus Meine, como sempre faz, mesmo não falando português, fazia questão de dizer algumas palavras em nosso idioma, "boa noite, Recife", "muito obrigado" e até arriscou uma versão em inglês de "Aquarela do Brasil". Em duas horas de espetáculo, eles fizeram uma alternância entre músicas do novo CD e alguns clássicos como Blackout, Bad Boys Running Wild e Big City Nights. Alguns momentos mais intimistas com Holiday, Send me an Angel e You and I. Solo de bateria de James Kottak, que, very crazy, mas externando bastante simpatia, vestiu camisa do Brasil e balançou a bandeira nacional, a exemplo do próprio Klaus. Alguém na platéia em retribuição levantou uma bandeira da Alemanha, embora James seja norte-americano. Tocaram até I'm Leaving You, uma canção que gosto, mas não é das mais conhecidas. Fizeram a casa ir abaixo com Dynamite, que é mesmo dinamite pura, uma das canções mais pesadas dos Scorpions. Deram aquele famoso tempo e voltaram para o bis tocando nada menos que Still Loving You (sem dúvida o seu maior sucesso), Wind of Change e para fechar com chave de ouro, Rock You Like a Hurricane. Nesta última música, pulei tanto que escorreguei no chão molhado e protagonizei hilária e típica cena de vídeo cassetada que só não irá ao ar por que lamentavelmente não foi filmada (pelo menos que eu saiba, se alguém filmou, por favor me envie para que eu possa dar boas gargalhadas de minha própria trapalhada). Felizmente não me machuquei.

Só achei uma pena eles não tocarem Your Last Song, uma das mais bonitas canções do novo CD e que infelizmente ficou de fora das músicas de trabalho do show. Bom, é impossível agradar totalmente.

Em suma, foi muito legal ver um show de hard rock de altíssimo nível, muito animado, com uma platéia cheia de energia e sem confusão ou brigas. Pelo menos onde fiquei a animação era total, mas não vi ninguém se desentendendo para ir às vias de fato. A paz e o bom rock'n'roll prevaleceram. Que bom que fosse sempre assim.

O único ponto negativo foi a acústica. Principalmente no início era um pouco complicado ouvir a voz de Klaus Meine entre as bases de guitarra, embora depois tenha melhorado um pouco. Um show desse porte precisa de maior profissionalismo na preparação para que possamos sempre receber bandas de tal nível.

Torço muito para que tais espetáculos continuem acontecendo e o Recife se torne definitivamente um pólo de atração de grandes eventos internacionais.

Um comentário:

Joel Cipriano disse...

Eu fui :D

E se a foto do show que está lá em cima for sua, eu estava bem perto de vc. Estava na frente do Matthias Jabs. Do lado do alemão que estava balançando a bandeira da Alemanha. Eu estava usando uma camisa da seleção brasileira. Acho que era o único com uma camisa que não era preta :D

Foi uma pena mesmo eles não terem tocado "Your Last Song". Acho que ela é a balada mais bonita de todas.

Aproveitando... eu estava no começo da fila. Cheguei por volta das 16 horas e não tinha mais de 10 pessoas lá. Mais ou menos uma hora antes de abrirem os portões um cara passou tirando fotos das pessoas que estavam lá pra publicar em um desses sites de cobertura de eventos. Vc lembra o nome do site? Era alguma coisa ...pop. Vc lembra?

Ah, tenho 22 anos ;)